A moderna astrologia tem sua origem nos estudos desenvolvidos pelos
caldeus há mais de cinco mil ano. Mas, com os egípcios e notadamente no governo
do Faraó Djozer ou Zozer, na terceira dinastia, durante a construção dos
templos de Sakhara.
Tais princípios foram sistematizados pelo sumo-sacerdote Imhotep cuja
biografia, em trechos, é aqui transcrita do livro “Grandes Mestres” A Sabedoria
Milenar Hoje” de Júlia Bárány (Editora Mercúrio, São Paulo, 2002).
Imhotep, cujo nome significa ´o
sábio que vem em paz` foi sumo sacerdote da Escola de Mistérios O Olho de
Hórus o principal centro de estudo das ciências, da astronomia e do ocultismo
no Antigo Egito.
Além de sumo sacerdote, Imhotep foi primeiro ministro do Faraó Zozer,
grão vizir e chanceler dos dois reinos que formavam o Império egípcio.
Os monumentos funerários de Sakhara foram projetados por Imhotep que
lá construiu pirâmides e tumbas ainda hoje admiradas e muitas ainda por
descobrir nas areias do deserto.
Um dos primeiros filósofos de nossa história, Imhotep representa a
base conceitual da civilização egípcia, como o movimento da consciência em
direçção à justiça; à harmonia e ao equilíbrio. Revelou as bases de como o
Universo funciona, analisando conceitos fundamentais como o tempo; o espaço; o
volume; a natureza das doenças; a existência de Deus e a imortalidade.
Astrólogo e astrônomo, criou o primeiro registro sistemático da
abóbada celeste e é dele um dos primeiros mapas das constelações.
Conhecedor dos movimentos planetários e dos grandes ciclos cósmicos,
estabeleceu as etapas da revelação no desenvolvimento espiritual da civilização
como hoje a entendemos.
Seus textos e ensinamentos tanto na astronomia, astrologia, física e
medicina, passaram secretamente de geração em geração durante milênios. Chamados
dos de princípios herméticos são a base dos conhecimentos gnósticos,
templários, iluminatti, rosacruz e maçons.
O um é tudo e o tudo é um
Com base no documentário “O Olho de Hórus” de Fernando Malkún, Júlia
Bárány afirma que “ a cosmologia egípcia se baseia em princípios cinetíficos e
filosóficos coerentes, do Universo como um todo. A própria civilização egípcia
era construída sobre um entendimento completo e preciso das leis universais. Manifestava-se
num sistema consistente, coerente e inter-relacionado em que a arte, a ciência,
a filosofia e a religião se entrelaçavam.
Ensinava-se que tudo o que existe é perfeito para o aprendizado do ser
humano que, através das reencarnações vai se tornando mãos tolerável,
respeitoso e feliz.
Tudo segue uma ordem cósmica, de acordo com as diversas influências
das doze constelações do Zodíaco. Assim como o homem vai encarnando numa nova
vida para um novo estágio de aprendizado sob a influência de sucessivos signos,
também a Terra passa pelas doze constelações durante o ano cósmico de 25.920
(*) anos, concluindo um ciclo evolutivo, para iniciar outro em nível mais
alto”.
(*) período denominado precessão na astronomia. É representado pelo
movimento do planeta em torno do próprio eixo, em lapso de tempo que dura
25.920 anos para que a Terra volte ao ponto de partida. Em meu livro “A
História Reinterpretada Pela Astrologia” situei a espécie humasna moderna – o
homo sapiens – no seu segundo ano cósmico de domínio sobre o planeta, após o
ciclo completo de 360 mil anos de domínio do homo neanderthaliensis, o Neanderthal
que há cerca de trinta mil anos cedeu terreno para a propagação da nossa atual
espécie.